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Pequenas empresas entram no foco do comércio eletrônico
Potencial de mercado, segurança na internet e inclusão digital foram temas debatidos nesta terça-feira, no seminário Brasil, Sociedade Digital: os caminhos para a inclusão
Com 80 milhões de usuários de internet e com quase 20 milhões de consumidores on line, o comércio eletrônico no Brasil vem crescendo gradativamente, de forma muito rápida, a cada ano. A afirmação é do advogado e especialista em economia digital, Cid Torquato, que participou na tarde desta terça-feira (21) do painel sobre comércio eletrônico no seminário 'Brasil, Sociedade Digital: os caminhos para a inclusão', que acontece em Brasília.
Segundo Torquato, o comércio eletrônico é a vitrine mais atraente para as empresas, principalmente as de pequeno porte. Mas, para ele, muitas delas não sabem como se beneficiar disso. “Muitas são engolidas pelas grandes empresas e ficam atrás dessa via de vanguarda”, acredita.
As perspectivas são positivas para o balanço do mercado de comércio eletrônico no Brasil: até 2010 ele deve crescer cerca de 70% nas vendas de varejo, por meio on line, e outros 40% no modo B2B (business to business), que deve atingir R$ 900 bilhões na década. No comércio varejista, a expectativa é de que a internet impacte R$ 200 bilhões até 2010. “Isso significa que as micro e pequenas empresas têm que cultivar uma visão estratégica do mercado eletrônico para que possam se beneficiar desse potencial”, avalia Cid Torquato.
Ainda no debate sobre comércio eletrônico, o diretor de negócios da empresa Módulo Security, Emanuel Ciattei, destacou como ponto fundamental a segurança na internet durante as transações. “Muitos crimes são cometidos na Rede e podem ser realizados de qualquer lugar, com escala mundial e ser multiplicado milhares de vezes”, reforçou.
Emanuel Ciattei ressaltou que a volatilidade dos vestígios que quem comete crimes pela internet é cada vez maior, já que esses rastros são apagados com muita facilidade. “Isso facilita a prática do crime, dissemina insegurança entre os usuários e prejudica inclusive os empresários que precisam comercializar também por essa via”, afirmou.
Durante o debate também foi exposto o projeto do Governo do Distrito Federal de inclusão digital dos micro e pequenos empresários locais por meio de telecentros informatizados e de acesso gratuito. Além disso, o programa do GDF promove a facilitação da compra de computadores pela população com renda abaixo de cinco salários mínimos e com prestações mensais de cerca de R$ 30.
Participaram do terceiro painel sobre comércio eletrônico o secretário de Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia do DF, Antônio Fábio Ribeiro, seu sub-secretário, Emerson Fred, e o coordenador adjunto de desenvolvimento de negócios da Softex, Djalma Petit. (Beatriz Borges/Agência Sebrae)
DATA:22/11/2006
Fonte: http://www.empreendedor.com.br/?pid=28&cid=2985 |